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Banda fala sobre pressão social do “pop-punk” e toca “Boom” acústico

Na última passagem pela Europa, o Simple Plan esteve nos estúdios da Virgin Radio. Sem Sebastien, a banda falou com o jornalista Andrea Rock, amigo de longa data, e fez uma versão acústica de “Boom”. A entrevista você vê traduzida na íntegra abaixo, e a apresentação da música está a partir dos 06:35.

Andrea Rock: Bem-vindos!

Jeff: Obrigado! Faz tempo que não nos vemos!

A: Sim, faz tempo! Mas é a primeira vez juntos na Virgin, eu acho, ou algo do tipo.

Pierre: Eu acho que é isso mesmo…

J: Eu acho que sim.

A: Vocês estão com um novo single, algo bem novo pra vocês. Um pouco mudado, falando sobre o som. Como chegaram nesse ponto?

P: Acho que o processo criativo pode te levar por diversos caminhos. Nós nos reunimos, e Chuck e eu tivemos uma ideia para uma música, e ela saiu assim. Eu acho divertido quando nos permitimos fazer algo diferente. E eu acho que a música ficou ótima, nós nos juntamos e tocamos em estúdio. Pra mim, ela é uma boa música.

A: Falando sobre referências para essa música, o que vocês procuraram ou o que ouviram ao mixá-la?

P: Como eu disse, a música surgiu sozinha e nós não tínhamos um público em particular ou uma direção. Chuck teve a ideia de uma letra, “eu não quero ir para a cama”, e a melodia simplesmente surgiu. Para mim, ela soa um pouco mais “funky” do que estávamos acostumados a fazer. David detonou no baixo, fez um ótimo trabalho. Eu gosto dela porque, se você coloca para tocar, você sente vontade de dançar assim que ouve.

A: Há um pouco de flashback dos anos 70. O trabalho que o Mark Ronson fez foi maravilhoso, então provavelmente vocês foram influenciados pelo topo das paradas de hoje.

P: Eu acho que sim. A música “Uptown Funk” é ótima.

David: Todos nós amamos essa música.

P: Nós amamos esse tipo de coisa. Acho que é bom para nós, uma banda como o Simple Plan, nos deixarmos explorar sons diferentes depois de dezesseis anos. Acho que é isso que deixa as coisas interessantes para nós mesmos e para os fãs.

A: Você disse “depois de dezesseis anos”. Mas nós vamos ser jovens para sempre, certo?! E bonitos. Eu me lembro que, quando vocês começaram, era um grande momento para bandas pop-rock na mídia, como Green Day e essas coisas. Mesmo hoje em dia, bandas novas fizeram muitas coisas, como All Time Low, etc. Como vocês se sentem estando bem no meio? Vocês se sentem assim, como se coisas tivessem começado antes do Simple Plan e agora existisse uma nova geração? Como vocês se enxergam nesse ponto do meio?

P: Eu meio que sinto que nós sempre somos a banda que tem um pezinho no mundo pop-punk da Warped Tour, mas também temos um pé no lado mais pop da coisa. Sempre fomos esse tipo de banda, desde o começo, e eu acho que continuamos fazendo isso. Nós meio que lutamos para fazer álbuns que incorporem as duas coisas, porque é o que somos. Nós gostamos disso. Eu sempre gostei de música pop. Quando eu era criança e estava crescendo, meus pais ouviam Michael Jackson e esse tipo de coisa. Aí eu cresci ouvindo coisas como NOFX, Lagwagon, tudo isso, blink-182. E, para mim, eu gosto de fazer as duas coisas. Eu acho que gostamos de ter músicas com grande energia, que podemos tocar ao vivo e fazer a plateia pirar, e aí fazer coisas mais pop. E eu acho que isso, de certa forma, nos manteve relevantes nos dois mundos. E, ao que o tempo passa, é bom saber que o estilo continua a crescer, tem uma grande cena para ele. E, mesmo às vezes, quando as rádios não apoiam muito esse tipo de música, graças à internet e às pessoas podendo se comunicar e compartilhar, o estilo continua. Você vê bandas como Sleeping With Sirens, All Time Low, A Day To Remember, que conseguem uma enorme audiência, tocam para milhares de pessoas ao redor do mundo, mas não necessariamente têm a mídia ligada a eles. Então é legal ver que a música em si e o estilo conseguem existir sem esse tipo de apoio.

A: Em todo material enviado para a imprensa, vocês se chamam de banda pop-punk. O quanto isso é um peso para vocês carregarem? Ser popular e ser pop-rock? Por ser pop-rock significa que vocês se encaixam em problemas sociais e ser popular talvez force vocês a tomar posições em problemas sociais de todo mundo. Eu vi o trabalho de vocês na internet sobre os acontecimentos da França, o quanto é difícil para vocês ter esse tipo de responsabilidade sobre a sua plateia e as pessoas que escutam vocês?

J: Eu acho que hoje, mais do que nunca, as pessoas sabem o que é o pop-punk. É um som, sabe? E, sendo uma banda, você sente se precisa ter essa pegada social, se precisa se envolver ou não. Isso são os indivíduos dentro da banda que decidem. Nós temos uma fundação, decidimos ser muito ativos socialmente, e esse é o nosso jeito de ser político. Sobre o que aconteceu em Paris, é uma tragédia, é transtornador, é difícil de entender, é difícil de colocar em palavras. Nós decidimos que não poderíamos ir a Paris naquele dia, mas decidimos que voltaríamos no ano seguinte, que definitivamente queríamos apoiá-los o quanto fosse possível. Mas eu acho que o mais importante, hoje em dia, é ser proativo, tocar música. É importante falar sobre isso e é importante espalhar amor ao seu redor e não ter medo. Essas são as coisas importantes agora.

A: Tá ótimo. É sempre difícil falar sobre essas coisas, especialmente se você traz felicidade com as suas músicas, e às vezes existe uma coisa assim, que acontece tão rápido. Já chega desse assunto. Quais são os seus planos para os próximos meses, além do álbum? Vocês vão fazer uma turnê que envolve a Europa, eu sei que vieram para a Itália no último mês de setembro. Foi ótimo, espero que tenham se divertido. Vocês têm planos para voltar?

P: Com certeza. Nosso álbum sai em fevereiro e, assim que sair, vamos pegar a estrada. Vamos viajar ao redor do mundo, ver os fãs que estão nos esperando por muito tempo. Nossa meta, com cada álbum, é voltar a todos os lugares que já fomos e ir a novos lugares. Então vocês nos verão na Itália muito logo.

A: Vocês ainda têm novos lugares, depois de dezesseis anos?

D: Nunca fomos à Islândia.

P: Nunca fomos à Islândia, nunca fomos a muitos lugares. O mundo é muito grande. Acho que nós fomos a 65 países, algo assim, e quantos países existem?

J: Muito mais do que isso.

P: Muito mais do que isso.

Chuck: Mais de 200.

P: Então, mais de 200, então não estamos nem em ¼ do caminho.

A: Toda vez que voltarem para a Itália, vocês têm amigos aqui.

P: Valeu, cara.

C: É um prazer.

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