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Jeff dá detalhes de quando moraram juntos

Durante a passagem do Simple Plan por Barcelona, Espanha, Jeff Stinco e David Desrosiers receberam através do Top 50 o certificado das músicas Jet Lag e Summer Paradise que alcançaram o primeiro lugar na cidade, como havíamos comentado aqui.

Pois bem, recentemente o Top 50 divulgou a entrevista que fizeram com a dupla. Nela, Stinco e Desrosiers falam sobre coisas bem legais, como a evolução do Simple Plan como artistas, sobre os fãs e eles contam até detalhes sobre quando moraram juntos. Confira abaixo a entrevista completa traduzida pela nossa equipe:

T50: Como é estar de volta em Barcelona?
J: É incrível. Barcelona é uma cidade ótima, e os fãs espanhóis no geral são incríveis, cheios de energia. Mas especialmente em Barcelona, nós fizemos ótimos shows aqui. Como chamava a casa em que tocávamos?
D: Nós tocamos aqui antes.
J: Sim, mas nós tocamos no.. Como se chama mesmo?
T50: Razzmatazz?
J: Isso, e eu tenho muitas lembranças legais daquele lugar. É um lugarzinho daqueles de shows de rock, com boa energia e muitos fãs malucos. Então é sempre bom estar de volta.

T50: Vocês tem alguma memória favorita, algum momento especial?
D: Uma vez, em Barcelona, nós todos pegamos scooters e dirigimos por aí. Nós, a equipe, éramos uns dez. Foi muito legal ver a cidade toda em cima de uma scooter.

T50: Falando em música, como vocês descrevem sua evolução ao longo dos anos como artistas, desde o primeiro álbum?
J: Eu acho que nossa banda sempre foi sobre respeitar os fãs. Os fãs realmente se conectaram com os nossos primeiros dois álbuns, então aquele som é parte de nós, está no nosso DNA, é o que nós somos. É rápido, é melódico, algumas pessoas chamam de pop-punk. Isso é parte de nós. Mas o mesmo tempo, essa banda sempre foi sobre desafiar a noção do que o Simple Plan pode fazer. E nós crescemos como músicos, nós ouvimos muitas músicas diferentes. Nós precisamos absorver isso e expressar essas influências nas nossas músicas. O último álbum que lançamos, “Taking One For The Team”, é sobre isso. É sobre equilibrar esse som pelo qual somos conhecidos com a direção em que queremos empurrar a banda. Eu acho que fizemos isso muito bem, é um álbum bem equilibrado. Eu disse “equilibrado” umas dez vezes.
D: Muito equilibrado.
J: Muito equilibrado, né?

T50: Vocês diriam que esse é o melhor álbum que já lançaram e do qual têm mais orgulho?
J: Eu acho que é o nosso melhor álbum, e você diz isso pra todo álbum. Você diz “sim, é o nosso melhor álbum”, porque você não vai dizer “o álbum anterior é melhor”. Mas eu acho, objetivamente, que esse álbum oferece mais para os fãs. Tem 14 músicas, nós sempre tivemos umas 11. É mais variado também. Como posso dizer isso? Existem seções nesse álbum. Sabe quando você tinha vinis e eles tinham um lado que era mais rock, o outro que era mais balada. Esse álbum tem três seções. Existem as músicas que são mais sentimentais, mais emotivas, como “Problem Child”, “I Dream About You”, as músicas mais profundas. Tem as músicas punk-rock, “Farewell”, “Nostalgic”, “Opinion Overload”. E aí tem as músicas novas, as música em que a banda está empurrando as barreiras, sabe? Quais músicas?
D: “Everything Sucks”, “Kiss Me Like Nobody’s Watching”.
J: “I Don’t Wanna Go To Bed”. São as três seções do álbum.
D: “Singing In The Rain”.
J: “Singing In The Rain”, eu esqueci. Essa é a muito importante. Essa é uma das músicas em que nós provavelmente unimos os fãs do Simple Plan, sabe? Você tem as pessoas que conhecem as grandes músicas como “Summer Paradise”, “Welcome To My Life”, e eu acho que eles vão amar essa música. Mas eu também acho que os fãs que adoraram os primeiros álbuns também vão gostar. Então essa é provavelmente a música mais importante do álbum.

T50: Vocês diriam que essas seções são o que diferencia esse álbum dos outros? E o que faz esse álbum seu, que faz ser pessoal?
J: As músicas são sempre sobre nós. Chuck e Pierre são os compositores principais da banda, e eles falam sobre as experiências deles e sobre nós também, quando nós deixamos eles falarem. Algumas experiências são coisas que vivemos também, então é legal. Para mim, quando eu toco as músicas ao vivo, quando eu vivo momentos importantes da minha vida, é doido como eu encontro nas letras dessas músicas uma semelhança com as minhas próprias experiências, e isso tem poder de cura. Então quando você fala de si mesmo, e você faz de maneira certa, para compor, eu acredito que eventualmente isso pode ter um apelo mais universal. As músicas não são para alcançar muitas pessoas, elas são mais sobre o que vivemos, e isso é o quão pessoal a coisa toda é. Criar um álbum é um processo, é um processo que pede muito. Nós moramos juntos para fazer esse álbum, nós ficamos na mesma casa. David estava mudando seus hábitos, tornando-se vegano, acordando cedo com o sol, foi muito inspirador para todos nós. Eu estava tocando guitarra clássica, o David percebeu que era minha meditação. Nós nos exercitamos, nadamos juntos, fizemos muita música. Sebastien acordava de manhã comigo, fazíamos arranjos de guitarra, o que é algo que eu e ele nunca tínhamos feito antes. Então eu me conectei com ele como guitarrista. Foi um ótimo álbum de fazer.

T50: E como vocês lidaram morando todos juntos? Às vezes morar junto é difícil, como vocês conseguiram?
D: Nós fazemos sexo de reconciliação. Sabe? Depois de brigarmos, nós fazemos amor.
J: Eu acho que essa é provavelmente a pior coisa para uma banda. Porque você está sempre correndo atrás de algo, você está esperando pela próxima cidade, por entrevistas, por tempo. Você está sempre longe de que você ama, então você está com um pé na sua cidade e um pé na estrada. Isso é desafiador, e eu acho que traz muito estresse para a nossa relação. Mas quando fizemos esse álbum, ele nos uniu de novo. Acho que foi importante. O álbum foi um momento de parar e nos perguntar “quem somos como banda? Ainda queremos ser uma banda juntos?”. E a resposta com esse álbum foi “com certeza”.

T50: Adolescentes podem se relacionar com as músicas “This Song Saved My Life” e “Welcome To My Life”. Vocês devem ter salvado as vidas deles com isso. Vocês se sentem pressionados ao fazer música e se tornarem públicos?
J: Eu não sei você, mas eu me sinto responsável. Às vezes, é muito simples. Com as redes sociais, agora, eu não quero parecer um idiota on-line. Tem isso também. Eu tenho filhas agora, eu não quero que elas vejam o papai no YouTube fazendo algo estúpido, como ficar bêbado, ou besta ou ser preso, qualquer coisa. Eu não sou esse cara. Mesmo se não fosse pelas crianças, eu sou orgulhoso demais pra ser esse cara. Eu tenho um senso de responsabilidade. Mas, de novo, quando você compõe músicas, você grava e manda para o mundo, acabou, sabe? As pessoas decidem o que vão fazer com elas, e você não tem nada a dizer sobre isso. Às vezes você acha que uma letra é inofensiva, e ela acaba se tornando muito importante para algumas pessoas, ferindo algumas sensibilidades, mas isso você não pode controlar.

T50: Como vocês se sentem quando estão tocando para uma plateia grande, e ela canta de volta as músicas que vocês escreveram sobre suas vidas?
D: Esse é provavelmente o momento mais poderoso do show, ouvir a plateia cantar. Às vezes nós até olhamos um pro outro, porque é um momento poderoso, eles cantando a mesma letra ao mesmo tempo. É uma energia massiva, então é legal sentir isso.

T50: Nós somos o Top 50, fazemos listas toda semana, e seus fãs têm votado em vocês. “Summer Paradise” foi número 1. O que vocês diriam a esses fãs que votam semanalmente em vocês, para encorajá-los a votar?
J: Bom, muito obrigado pelo apoio. Vocês são incríveis. Como sabem, amamos passar tempo no seu país, amamos a comida, amamos as pessoas aqui. Vocês são muito calorosos.
D: Mulheres muito, muito bonitas.
J: Sim, verdade. Então, se quiserem que a gente volte, se quiserem passar tempo com a gente, votar em nós é uma boa ideia. Então obrigado. E eu espero que gostem do novo álbum, porque eu acho que é muito bom. Obrigado.
D: Pelo amor e pelo apoio.
J: Nos vemos por aí.

[+] Aproveite também para ver novamente tudo o que rolou no show dos caras em Barcelona no dia 27 de fevereiro, clicando aqui.

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