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Jeff revela críticas do Sum 41 ao Simple Plan

Alguns dias antes do Simple Plan se apresentar em Saint Louis no dia 07, Jeff Stinco cedeu uma entrevista ao STL Today onde falou sobre os 15 anos da banda e a nova turnê de comemoração, as colaborações que o álbum teve de Mark Hoppus do Blink-182 e Joel Madden do Good Charlotte, e as críticas que o Sum 41 fez aos caras naquela época mas que Stinco levou como um sinal positivo.

Além disso, o guitarrista também não deixou de falar sobre o 5º álbum Taking One For The Team e contar sobre a parceria com o Nelly em I Don’t Wanna Go To Bed. Confira abaixo a tradução da entrevista feita pelo SPB:

No ano passado a banda pop-punk Simple Plan percebeu que eles estavam próximos de uma realização: os 15 anos de lançamento do disco No Pads, No Helmets… Just Balls de 2002 estava chegando.

A banda sentiu que era necessário fazer da ocasião um marco. Uma turnê de comemoração que será apresentada em Peageat na sexta-feira. O disco, que vendeu mais de 2 milhões de cópias, inclui os singles I’d Do Anything, I’m Just A Kid e Addicted.

“Eu mal podia acreditar que já faziam 15 anos,” diz o guitarrista Jeff Stinco. “Quando o pessoal começou a falar sobre isso, sentimos que não tínhamos dando tanta atenção a esse disco ao longo dos anos. Tudo passou tão rápido que sentimos que precisávamos fazer algo em relação a isso.”

Alguns shows para comemorar esse disco se tornaram mais outros, e não muito tempo depois, se transformou em uma turnê.

Stinco diz que os membros da banda eram meio amadores no processo do No Pads, No Helmets… Just Balls. Eram só cinco caras que se conheceram no colegial praticando no porão da casa dos pais de Chuck Comeau.

A banda também inclui Pierre Bouvier, Sebastien Lefebvre e David Desrosiers.

“Nós ficávamos assistindo vídeos de bandas enquanto ensaiávamos as músicas, sonhando em fazer shows ao redor do mundo e termos um contrato e uma carreira como aqueles que assistíamos na TV,” diz Stinco.

Mas enquanto sonhavam em se tornarem os próximos Blink-182 ou Offspring, ele diz que a banda não fazia ideia de como conseguiriam chegar nesse ponto. “Nós achamos que se escrevêssemos músicas boas e trabalhássemos em nossos shows também seria algo que poderíamos alcançar.”

O processo de gravação do disco não foi nada parecido como algo que a banda já tinha vivenciado. O disco levou um ano para ser feito, e a banda vivia no estúdio, dormindo em beliches.

“Havia muita tensão,” diz Stinco. “E nós éramos tão rígidos em cada ideia que tínhamos, cada assunto. O processo foi tedioso, longo e nem um pouco fluído.”

Eventualmente a banda conheceu o produtor Arnold Lanni, que tomou conta das coisas. “Ele nos colocou de baixo de suas asas e meio que nos estruturou, nos ajudou a fazer algo interessante das músicas que tínhamos.” diz Stinco. “As músicas eram boas, mas nós perdemos muito tempo nelas, e as músicas precisavam ser polidas.”

O álbum contou com duas colaborações: as participações de Mark Hoppus do Blink-182 em I’d Do Anything e de Joel Madden do Good Charlotte em You Don’t Mean Anything. As duas participações eram importantes para a banda.

“Mark era o maior artista pop-punk naquela época. Ele disse que I’d Do Anything era fantástica, e que ele amaria participar dela. Nós achamos que tínhamos conquista o que era preciso, ter ele cantando em nosso disco e aparecendo no clipe. Isso abriu algumas portas. Não sei se a MTV estaria aberta a nós se ele não estivesse nos apoiando,” diz Stinco.

Madden foi outra grande conquista para a banda. O Simple Plan ia aos shows do Good Charlotte, e ele fizeram algumas turnês da Warped Tour juntos. “Foi muito legal quando o Joel aceitou cantar no disco. Isso trouxe um aviso para a banda. Naqueles tempos não existia Instagram e Facebook e Twitter. A palavra era extremamente importante.”

Assim que o disco foi finalizado, a banda não sabia o que esperar, mas o retorno foi bem positivo. Stinco diz que outro sinal positivo foi quando a banda rival, Sum 41, falou mal sobre o Simple Plan na TV. “Nós achamos que era um bom sinal,” ele diz. “Isso fez dar pistas de que algo estava acontecendo.”

Ele diz que finalmente era um disco interessante com elementos peculiares – e também um disco com “realmente horríveis, muito ruins, que você pode chamar de encheção de linguiça. Mas elas ainda são boas ao vivo, e foi uma ótima imagem para nós naquela época.”

A ideia de uma turnê de comemoração surgiu enquanto a banda estava em turnê com o disco mais recente, Taking One For The Team. Eles acharam que seria legal começar a turnê no dia 19 de março, exatamente na comemoração dos 15 anos do início da banda. Eles continuarão com nossos shows tradicionais durante os festivais. “Nós vamos fazer um malabarismo entre dois sets,” diz Stinco.

O novo disco conta com I Don’t Wanna Go to Bed com a participação de Nelly. O Simple Plan se lembra de quando cruzaram caminhos com o Nelly durante os tempos do Total Request Live da MTV, e a banda sempre gostou dele como artista.

“Ele é um cara do entretenimento – memorável,” diz Stinco sobre Nelly que é nativo de St. Louis. >b>“Quando fizemos uma lista de artistas com os quais gostaríamos de trabalhar, o Nelly estava no topo dela. Ele faz rap, canta, ele faz harmonias, e tudo se encaixou com o que estávamos fazendo.”

Entretanto ele diz que a banda inicialmente ficou surpresa de como ele estava despreparado, mas no fim das contas isso não importou.

“Ele começou a improvisar algumas linhas e a escrever. É meio que parte da natureza dele. Ele construiu sua parte no estúdio. A contribuição dele fez da música bem melhor, e foi legal ver uma abordagem diferente na construção de uma música.”

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